segunda-feira, 30 de maio de 2011

O cristianismo e o "Paquequer".

Por Yochanan ben Avraham

Introdução

Para quem não sabe, "Paquequer" é o nome do principal rio de minha cidade, Teresópolis (RJ), cuja nascente fica localizada na Serra dos Orgãos. Assim como muitos outros rios brasileiros, a realidade atual do Paquequer não é nada agradável...pois a falta de consciência ecológica da população tem causado diversos danos a saúde do rio e, porque não dizer, de toda a natureza às suas margens.

Você pode estar se perguntando: "Mas qual a relação entre o Paquequer e o cristianismo ?" Infelizmente, a realidade atual do Paquequer, reflete a realidade do cristianismo e quando fazemos um exame histórico-doutrinário deste seguimento religioso de maneira análoga com o Rio Paquequer, fica uma evidente proposta de revisão de conceitos e práticas.

Acostumados a "sujeira".

Por mais que seja vergonhoso para mim, devo confessar que ao me deparar com as condições do rio Paquequer, não fico escandalizado e nem perco o sono com o quadro degradante de poluição apresentado pelo rio, a quantidade de lixo, o cheiro fétido que suas águas exalam, o numero de ratazanas em suas margens e a quantidade de tubos que lançam esgoto 'in natura' não me causam crises...Isto ocorre porque, infelizmente, desde que me entendo por "gente" vejo este rio assim, ou seja, cresci acostumado com a sujeira do Paquequer... Porém, quando comecei a ter acesso a fotografias do passado do Paquequer e a relatos de gerações anteriores a minha sobre como era este rio, não há como não se sensibilizar e lamentar tudo o que vemos.
No Passado, podia-se tomar banho, navegar e pescar sem nenhuma preocupação ! Hoje, é praticamente impossível encontrar alguém que tenha coragem de "molhar os pés" nele...

Da mesma forma, muitas pessoas hoje não se escandalizam e nem perdem o sono com o que se 'prega' e se faz nas igrejas, pois desde que nasceram, vivem num ambiente apóstata e herege, sem saber o quão longe da verdade bíblica estão.
Não se escandalizam com a substituição do Shabat (Sábado) pelo domingo, porque nunca lhes ensinaram que essa mudança ocorreu em 7 de março de 321 EC (era comum) por ordem de Constantino, contradizendo as Sagradas Escrituras, que afirmam que o Shabat é um sinal perpétuo entre o Eterno e seu povo (Israelitas e estrangeiros enxertados por meio do Messias Yeshua) como pode ser verificado em Shemot (Êxodo) 31.13-17 e Yeshayahu (Isaías) 56. 4-8. Não se preocupam com o fato de se estar celebrando o Natal, festa essa que é um inegável sincretismo com festividades pagãs e idolatras como a saturnália, o que demonstra um total desprezo as advertências bíblicas contidas em D'varim (Deuteronômio) 7. 1-6 e Galutyah (Gálatas) 4.8-10. Não perdem o sono por celebrarem o Pessach (Páscoa) em uma data diferente da ordenada por YHWH e ainda por cima acrescentarem elementos idolatras em algo tão sagrado, esquecem ou não sabem que YHWH determinou quando e como devemos celebrar esta Festa em Shemot (Êxodo) capítulo 12, no entanto, preferem seguir o que o concílio de Nicéia (325 EC) determinou em detrimento das escrituras uma nova data para esta celebração. Sem falar da implementação de elementos estranhos ao mandamento como ovos, chocolate, colombas e etc. simbolismos de culto a divindades incorporadas em algo que devia expressar santidade ao Único e verdadeiro Elohim, YHWH.
Acreditam em engodos sem suspeitarem de que estão sendo enganados, como por exemplo, crer e pregar um arrebatamento pré tribulacionista numa "vinda invisível" de Yeshua, doutrina que começou a ser difundida a partir de 1830 (EC), baseada em interpretações de textos isolados e "visões" de uma jovem de 15 anos que era esquizofrênica...
Nada disso assusta, porque os proponentes destes ensinos, nasceram, cresceram e morreram acreditando que as coisas sempre foram desta forma...mas não imaginam ou imaginavam que as coisas poderiam ser diferentes. Porém, se buscarem conhecer a origem das práticas cristãs, serão obrigados a rever muitas de suas práticas e crenças.

Sede, doenças e morte.

O corpo humano é composto por 70% de água e o ser humano pode ficar até quatro dias sem água ou até sete dias em tempo frio - dependendo, claro, das condições físicas de cada um. Com isso, podemos ter uma noção do quanto a água é importante para nós.
Não são raros os casos de pessoas que, numa situação extrema como estar parcialmente soterrado, ou em meio a escombros, perdidos num deserto ou náufrago em alto mar, terem bebido, para poder sobreviver, a própria urina ou próprio sangue...sede extrema nos leva a uma atitude extrema ! Por isso, não duvido que, se estivermos numa situação assim, não hesitaríamos em beber das águas do "Paquequer", mesmo estando imundas...no entanto, não morreríamos de sede, mas certamente contrairíamos alguma doença (como a cólera por exemplo) que nos mataria aos poucos e de maneira bem angustiante...

Comparemos o que foi dito acima com o que diz Amós 8.11:

"Eis que vêm dias, diz o Senhor YHWH, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras de YHWH.
E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra de YHWH, mas não a acharão.
Naquele dia as virgens formosas e os jovens desmaiarão de sede.".

As escrituras prevê uma fome e uma sede que levarão os homens a percorrerem grandes distâncias para saciarem suas necessidades, fome e sede de ouvir a Palavra do Senhor.
Por causa desta sede anunciada, muitos têm bebido de fontes que jorram águas turvas e a grande tragédia se configura no fato de que ao invés de morrerem  de sede, morrerão em decorrência das doenças causadas pelas "bactérias" existentes nestas "águas" onde a pior delas é a ANOMIA (negação da Torá)

Como escapar, onde encontrar água limpa ?

Mesmo hoje, em pleno Século XXI, onde a poluição é crescente mesmo com o esforço para conscientizar a população, é possível encontrarmos água potável no Paquequer. Se percorrermos o sentido contrário das correntezas do rio, inevitavelmente chegaremos na nascente deste rio, onde poderemos encontrar água limpa e saudável que refrigerará nosso corpo...
A mesma coisa acontecerá espiritualmente se decidirmos encontrar a nascente da Fé, ou seja, onde tudo começou.
Ao contrário do que muitos dizem, este tudo, não começou no Evangelho de Mateus mas muito, muito antes disso. E nestes dias onde celebramos Shavuot (Festa das Semanas, conhecida como Pentecostes), nada mais apropriado do que dizer que a fonte de água limpa e viva, começou a jorrar para nós no Monte Sinai quando o "Memra" (Verbo/Essência) de YHWH nos deu sua santa Lei /Torá.

Voltemos à pureza das escrituras, vamos nos esforçar contra a correnteza deste rio fétido e imundo para chegarmos a nascente da Vida.

Shavua Tov a todos !

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