sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Considerações sobre a reencarnação

Por Yochanan ben Avraham

Introdução:

Primeiramente gostaríamos de salientar que nosso objetivo ao escrever este artigo, não é condenar a quem quer que seja por crer na doutrina da reencarnação, mas questionar algumas afirmações que alegam uma origem judaica ou mesmo bíblica para o ensino desta doutrina. Dito isto, vamos aos fatos:

Definição:

Basicamente, “reencarnação” significa que a alma/espírito de uma pessoa é imortal e, assim sendo, na experiência da morte física, alma/espírito sobrevive em perfeito estado de consciência, personalidade e individualidade só que agora essa alma “não tem um corpo”. Portanto, “reencarnar” significa o ato pelo qual a alma/espírito de um defunto volta em algum outro corpo, quer seja humano ou animal e, em casos extremos, podendo ser até mesmo em uma planta ou uma pedra! Em todo caso, a idéia é perpetuar a existência da alma em algum corpo para dar continuidade a sua vida imortal.

Origens, estrutura e desenvolvimento:

A reencarnação é uma das doutrinas religiosas mais antigas da humanidade e existem diversas formas deste ensino, que podem variar de um povo/cultura para outro. Contudo, praticamente em todas as doutrinas reencarnacionistas, existem dois pontos fundamentais em comum, são eles:
·         O regresso da alma/espírito a outro corpo tomando a forma de uma nova pessoa.
·         Uma espécie de evolução, purificação ou expiação da alma/espírito de suas transgressões cometidas nas “vidas anteriores”

A origem da idéia reencarnacionista está localizada na Índia, mais precisamente no hinduísmo. Segundo o hinduísmo, se a pessoa foi “boa” e fez coisas apropriadas, possivelmente após sua morte, ela “reencarnará” em um ser superior, mas se fez coisas más retornará em um corpo inferior ao do homem, em um corpo de animal.
Dentro desta crença, tudo está ligado àquilo que denominam “carma”, termo que pode ser traduzido como ação. Neste conceito, o passado, o presente e o futuro do ser humano estão delineados segundo o que ele próprio realizou ou definiu anteriormente, por exemplo: se um homem é cego, é porque fez algo de ruim em uma “vida anterior” e está experimentando as conseqüências de seus atos.
A idéia do hinduísmo é que os prazeres materiais servem como uma espécie de desvio do propósito superior da alma. Assim sendo, quando a alma consegue viver através de suas “vidas” uma “encarnação” mais ascética ela atinge o que é chamado de “Moksha” ou ‘Salvação/Libertação”.
Devido à proximidade geográfica, a doutrina da reencarnação migrou da Índia para as demais civilizações mesopotâmicas, sendo adotada também na religião babilônia, principalmente com relação à mitologia do panteão de deuses babilônios, vide a história de Tamuz, filho de Semíramis, que é considerado a reencarnação de Ninrod.
Chegando ao Egito, a doutrina da reencarnação tomou proporções importantes tornando-se mais popular sendo, inclusive, mencionada por Heródoto:
“Os egípcios foram os ‘primeiros’ a assegurarem a imortalidade da alma e que ela passa da morte do corpo a outro animal; e quando percorreu o ciclo de todas as formas de vida na terra, na água e no ar, ela mais uma vez adentra um corpo humano que lhe nasce; este ciclo da alma leva três mil anos.” (Heródoto 2.123)
No chamado “Livro dos Mortos”, a doutrina da reencarnação está associada à punição pelo pecado e, a semelhança de outros conceitos reencarnacionistas, a alma de um pecador se reencarnaria num animal para “pagar” por seus pecados.
A popularidade da doutrina reencarnacionista cresceu ainda mais quando por volta do Século VI AC, os gregos a adotaram, e através do filósofo grego Pitágoras em meados do Século IV AC, ela ganha força.
Na filosofia grega, a reencarnação é chamada de “metempsicose” e foi mencionada pelos principais filósofos gregos como Sócrates, Pitágoras e Platão. Na crença grega, permanecia a perspectiva de uma expiação e que após 10 reencarnações, a alma/espírito poderia então se unir aos deuses do panteão grego, tendo atingido seu estado de purificação.
Da filosofia grega, a doutrina da reencarnação chega até os gnósticos e já no Século I dC, devido ao caráter sincrético deste movimento, o reencarnacionismo conseguiu se propagar nas diversas crenças religiosas, encontrando nos segmentos místicos maometanos, cabalísticos do judaísmo e em ordens maçônicas dentro do cristianismo, seus principais portos. Logo, poderíamos até dizer que, tais seguimentos nada mais são do que gnosticismo com uma nova roupagem.
Quando perguntamos por que o Criador permite aos maus uma vida boa e aos bons, muitas vezes, uma vida carregada de sofrimentos e privações, enfermidade e pobreza. Quando perguntamos como se justifica o sofrimento de crianças inocentes que vivem poucos anos na pior enfermidade ou miséria, os reencarnacionistas dizem que isto é a justiça do Criador. Em outras palavras, significa que quando uma pessoa sofre aqui, no tempo presente, é para expiar as coisas ruins que fez em “vidas passadas” e uma vez que pague o “débito”, a alma está livre para evoluir a um estado superior. Portanto, a morte de inocentes e todos os outros “infortúnios” não é outra coisa senão o tempo para sua purificação dos pecados cometidos no passado.

Judaísmo e reencarnação:

Embora alguns seguimentos judaicos adotem a doutrina da reencarnação, esta doutrina, como podemos ver até agora, não é um ensino originalmente judeu. Na verdade, essa doutrina era estranha ao pensamento judaico até meados do Século VIII, que segundo informa a enciclopédia judaica, foi adotada pelos caraítas e outros dissidentes judeus por influência de místicos maometanos.
Durante muito tempo a doutrina da reencarnação, não possuía muitos adeptos desta crença entre os judeus, nem mesmo o movimento caraíta manteve tal crença.
Antes de dizermos como a doutrina da reencarnação adentrou e se propagou no judaísmo, vamos ver o pensamento de alguns líderes e filósofos judeus sobre o tema:
*Saadia Gaon (Século X)
Certamente uma das mentes judias mais brilhantes de todos os tempos, considerava a doutrina da reencarnação anti-bíblica, anti-judia e anti-científica. Ele chegou a dizer sobre a doutrina da reencarnação, que sequer consideraria útil demonstrar a tolice e baixa mentalidade dos que criam na “metempsicose (reencarnação)” caso não temesse que eles exercessem uma influência perniciosa sobre os outros.
*Yedaiah Bedersi (Século XIV)
Opôs-se a tal crença por considerá-la não judia.
*Chasdai Kreskas (Século XIV)
Assim como seu discípulo Yosef Albo, criticou dura e radicalmente tal idéia considerando espúria à Fé e espírito judaicos, estando impregnada de superstições tomadas de outras culturas, principalmente orientais (hinduísmo).
Outro fato a se considerar é a ausência de documentos anteriores a idade média que mencione o conceito reencarnacionista e mesmo cabalista dentro de algum seguimento judaico, até porque tal documentação só passou a existir na própria idade média, quando surgiu a principal sistematização da reencarnação com roupagem Judaica, “o Zohar”, principal obra cabalista. É a partir deste livro, que a doutrina da reencarnação começa a fazer parte do misticismo judaico, mas não é necessariamente, do judaísmo.
Por mais que os proponentes tentem afirmar a “judaicidade” deste conceito, atribuindo as práticas cabalistas aos patriarcas e mesmo a Moshe (Moisés), NÃO HÁ NADA QUE PROVE TAL AFIRMAÇÃO! Portanto, o conceito de reencarnação ou transmigração da alma, não tem sua origem na Torá, mas comprovadamente no sincretismo religioso.

Reencarnação x Expiação:

Vejamos o que diz o Zohar:
“Todas as almas estão sujeitas a transmigração; e o homem não conhece os caminhos do Santo, bendito seja. Eles não sabem que são trazidos ante ao tribunal antes de entrarem e saírem deste mundo. São ignorantes quanto às muitas transmigrações e provas secretas que devem confrontar e a enorme quantidade de almas que entram neste mundo e que não podem retornar logo ao palácio do Rei. Não sabem como as almas se movem como uma pedra atirada por um estilingue. Mas é chegado o tempo para que estes mistérios sejam revelados” (Zohar II. 99b)
Considerando ainda a conceituação cabalista sobre o assunto, temos o pensamento de um dos principais nomes da cabalá, Isaac Lúria (Século XVI) segundo ele, todas as almas destinadas a humanidade foram criadas em um só corpo composto originalmente por Adam HaRishon (Adão o primeiro/ primordial). Em outras palavras, cada órgão e célula do primeiro homem, continha potencialmente, todas as almas da humanidade. Este conceito define que se as almas estivessem na parte superior de Adam, por exemplo, no cérebro, eram almas superiores... Mas se estivessem na parte inferior (pés) eram almas inferiores.
Segundo o lurianismo com o pecado de Adam, houve uma comoção e estremecimento de todas as almas humanas que estavam em seu corpo e consequentemente todas as almas, inclusive as mais elevadas e puras foram contaminadas. Isto produziu em cada alma que nasce um impulso para o mal que, segundo Lúria, é um produto do pecado do primeiro homem.
Segundo este ensino, o impulso para o mal só será erradicado da humanidade, com a vinda do Mashiach ben David. Enquanto isto, devido à contaminação do mal em todas as almas, estas não pode retornar a sua fonte original e devem vaguear em corpos humanos e inclusive, em corpos inanimados como as pedras. Mas, se uma alma “reencarnada” conseguir se elevar e superar todas as tentações, ao morrer poderá ir diretamente ao “Gan Eden (Jardim do Éden/paraíso)”. Do contrário, terá que “reencarnar” em outro corpo humano ou mesmo animal e até mesmo em uma pedra, para terminar seu processo de purificação e elevação espiritual.
Mais uma vez vemos a reencarnação sendo tratada como meio de expiação para a alma/espírito, porém este conceito fere totalmente o conceito judaico e bíblico de expiação. Crer na Torá, assim como toda escritura sagrada, não se compatibiliza a essa doutrina, pois se para resolver o problema do pecado do homem, suas más ações e transgressões a solução é a reencarnação em outro corpo assumindo uma nova vida, por que então o Criador nos deu o mandamento de arrependimento e todo o sistema levítico para o perdão e purificação do pecado?
 Além de desprezar a Torá, que é a instrução do Criador para uma vida elevada, as doutrinas reencarnacionistas apresentam problemas éticos, os quais apresentamos a seguir:
“Como podemos ajudar uma pessoa enferma que está sofrendo a ser curada, se tal enfermidade e sofrimento fazem parte do processo de purificação dos pecados da mesma? Não estaríamos interferindo, ou mesmo impedindo que ela alcançasse sua purificação?”
Se examinarmos as escrituras e considerarmos suas palavras, veremos que ela não apóia tais idéias. Pois ela revela que a expiação é por meio do sistema sacrificial estabelecido pelo próprio Criador na Torá e por meio de seu Servo justo, assim como a ressurreição dos mortos.
Estas duas coisas, expiação e ressurreição, são os dois recursos que o próprio Criador estabeleceu ao homem enquanto este viver aqui e agora, ao que devemos responder com gratidão, humildade e arrependimento. Não devemos esquecer que sem arrependimento, não há remissão de pecados.

Yeshua, o cordeiro de Elohim que tira o pecado do mundo.

Na tentativa de desqualificar Yeshua como Mashiach (Messias), muitos dentro do judaísmo tradicional e da cabalá, utilizam o argumento da expiação levítica para demonstrar que ele, Yeshua, não poderia ser, segundo a Torá, alguém habilitado para fazer a expiação dos pecados de Israel, pois para tal, era necessário que o indivíduo competente para o serviço fosse um Cohen (sacerdote) da linhagem de Aharon (Aarão), e como Yeshua não era sacerdote e nem da linhagem de Aharon não poderia realizar o ofício expiatório.
Para demonstrar que este argumento não se sustenta, vamos verificar nas escrituras, se somente os levitas filhos de Aharon estavam autorizados a fazerem sacrifícios pelo povo e se existia apenas esta “ordem sacerdotal”. Vejamos:
Sh’muel (Samuel)
 Foi sacerdote e não era da tribo de Levi, mas de Efraim (ver Sh’muel alef (I Samuel) 1.1, 19 e 20; 13.7-13)
Os filhos de David
Não eram levitas, mas judeus (como Yeshua) e eram sacerdotes (ver Sh’muel beit (II Samuel) 8.18)
A ordem de Malk-Tsedek (Melquisedec)
Uma profecia notoriamente messiânica indica outra ordem sacerdotal, com um status superior a dos levitas, pois é atribuída a esta outra ordem um sacerdócio eterno (ver tehilim (salmos) 110. 4, que lido em conexão com Z’charyah (Zacarias) 6.12 e 13; 3.8-10; Yirmeyahu (Jeremias) 23.3-7; Yeshayahu (Isaías) 11.1-5) nos levarão a concluir que Yeshua ha Natzaret cumpriu literalmente estas profecias. Vide Matitiyahu (Mateus) 22.44; 27.11; 28.18; Ma’assei (Atos) 2.34 e 35; Ivrim (Hebreus) 1.13; 7.1-28 e Guilyana (Apocalipse) 15.11-16. Portanto, podemos afirmar que o sistema expiatório dado pelo Eterno, continua vigente, não sendo necessária a formulação de outro sistema, como a reencarnação ou transmigração de almas para que haja uma purificação, pois é o sangue que faz expiação pela vida (ver Vayikrá (Levítico) 17.11 c/c Yochanan alef (I João) 1.7 e 2.1 e 2).
Agora, vejam a contradição entre os que dizem que Yeshua não pode fazer expiação por não pertencer a linhagem de Aharon e, portanto, transgredir a Torá:
Ao admitirem que por meio da reencarnação a pessoa possa ter seu pecado expiado, eles estão aceitando algo diferente do que aquilo que foi estabelecido pelo Criador em sua Torá! Algo que eles mesmos consideraram indispensável, com relação a Yeshua, no que diz respeito a expiação de pecados...Ou seja, usam de dois pesos e duas medidas para julgarem a questão, cometendo uma abominação perante o Eterno ( ver Mishlei (Provérbios) 11.1)

Reencarnação segundo o Espiritismo:

Poderíamos dizer que no ocidente, os principais proponentes da doutrina da reencarnação, seguem os ensinos do francês “Hippolyte Léon-Denizard Rivail”, que ficou conhecido no mundo inteiro pelo nome de “Allan Kardec”.
Em 18 de Abril de 1857 foi publicado o “Livro dos Espíritos”, que apresentava ao mundo a parte filosófica da doutrina.
Na verdade, Kardec não é o criador da doutrina da reencarnação tendo em vista que este conceito já existia a muitos séculos antes, mas é inegável o fato dele ser o codificador desta doutrina para a sociedade de então, e devido a predominância cristã no ocidente, é possível afirmar que a obra de Allan Kardec, buscou, dentre outras coisas adaptar os textos bíblicos às hipóteses reencarnacionistas.
Em janeiro de 1861, para a parte experimental e científica, Allan Kardec publicou a obra “O Livro dos Médiuns” visando o aspecto prático para todos os que desejassem ocupar-se das manifestações, seja pessoalmente, seja pela observação das experiências alheias.
É a partir deste conceito de comunicação com espíritos, proposto pelo referido livro, que identificamos um grave problema nesta prática, pois são contrários  ao que é instruído pelo Eterno, comparemos os textos:
“Podemos evocar todos os espíritos, seja qual for o grau da escala a que pertençam: os bons e os maus...” (Livro dos Médiuns, capítulo 25 item 274)
“Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consultem a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Elohim os lança fora de diante de ti” (D’varim (Deuteronômio)18.11)
Como podemos observar, existe uma grande diferença entre um texto e outro, ou seja, um incentiva e o outro proibiu a comunicação com espíritos. Obviamente, são doutrinas antagônicas que não possuem a mesma fonte.
O Espiritismo, assim como os demais reencarnacionistas, também dá um caráter expiatório a reencarnação como podemos observar nos seguintes textos:
“Qual a finalidade da reencarnação? Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça?” (Livro dos Espíritos, pergunta 167)
“O Criador a impõe com o fim de levá-los à perfeição. Para uns, é uma expiação, para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea: nisto é que está a expiação.” (Livro dos Espíritos, pergunta 132)
Como já tratamos disto no tópico ‘reencarnação x expiação’, não comentaremos sobre estas colocações, apenas recomendaremos a leitura do mesmo.
Um ponto interessante a se comentar, é o fato de ao perguntarmos sobre por que Yeshua ressuscitou ao invés de reencarnar, é dito que ele era um ser evoluído que já havia alcançado a elevação necessária e por isso não reencarnaria...
Isso nos leva a seguinte reflexão: Yeshua era elevado porque cumpria/observava a Torá (Lei), a qual, (como demonstramos anteriormente), repudia a idéia de comunicação com espíritos.
Um dos clássicos equívocos do espiritismo a cerca das escrituras, está na afirmação de que Yochanan há matvil (João Batista) era uma reencarnação do profeta Eliyahu (Elias), vejamos:
Em primeiro lugar, segundo esta doutrina, para reencarnar, a pessoa precisaria ter desencarnado (morrer) antes, sendo assim, Eliyahu não poderia reencarnar pois ele não morreu ! Mas foi transladado aos céus!(ver Melachim beit (II Reis) 2.11 e 12).
Em segundo lugar, a própria escritura nega que Yochanan fosse Eliyahu, vejamos:
“E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não.” (Yochanan (João) 1.21)
Na verdade, vir no mesmo espírito de Eliyahu, era vir sob a mesma unção do profeta algo que outra pessoa além de Yochanan possuiu, vejamos:
“Sucedeu que, havendo eles passado, Eliyahu disse a Elisha (Eliseu): Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Elisha: peço-te que haja porção dobrada de tua Ruach (espírito) sobre mim.” (Melachim beit (II Reis) 2.9)
O Espírito que estava sobre Eliyahu era a Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade), e foi neste mesmo Espírito que Yochanan há Matvil  (João Batista)

Conclusão:

A meta do Criador para o homem é a redenção por meio de um plano de expiação claramente estabelecido nas escrituras. A expiação tem como finalidade a ressurreição dentre os mortos para a vida e paz eternas. A ressurreição é a esperança dos Justos.
A reencarnação por sua vez, se opõe a ressurreição porque estabelece que o homem deve morrer uma centena de vezes para finalmente entrar em um estado de fusão com o cosmos, um conceito completamente estranha  a Fé bíblica, pois a Bíblia diz:
“Porque o Mashiach não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de YHWH;Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio;De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Yeshua HaMashiach, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” (Ivrim (Hebreus) 9.24-28)
Sendo assim, dizemos que a reencarnação é imoral, porque, na prática, nos impede de nos identificarmos e ajudar a uma pessoa em sua dor e tragédias sociais, pois ao fazer-lo, estaríamos interferindo no seu processo de purificação.
A encarnação nega o sistema expiatório dado pelo Eterno em suas escrituras, fazendo dEle um mentiroso, pois pretende estabelecer outro programa de expiação e purificação paralelo ao das escrituras e sem fundamento nelas.em fundamento nelas.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sedrá da semana

                                                      "YITS'CHAK E RIVKAH"

Por Yochanan ben Avraham

Introdução:
Chegamos a mais uma linda e riquíssima porção da Torá, neste Shabat estaremos aprendendo mais algumas lições para aplicarmos ao nosso dia a dia com a finalidade de termos uma vida mais elevada.

Uma vida produtiva
Logo no início, temos uma expressão sobre Avraham que suscitou em diversos comentarista ao longo da história, uma interpretação muito interessante, é a seguinte:

"E Avraham era velho e entrado em dias..." (Bereshit 24.1)

É dito que tal expressão significa que Avraham não foi apenas velho e obviamente com muitos dias, mas que o termo "entrado em dias", revela que o patriarca viveu cada dia, aproveitou as oportunidades surgidas no decorrer de sua jornada não desperdiçando o tempo que lhe foi concedido. Se esta declaração realmente significa isso... não podemos afirmar com certeza, no entanto a lição a ser aprendida é verdadeiramente muito útil, pois quantos de nós passamos nossos dias sem produzir nada que possa cooperar com o estabelecimento do Reino de YHWH, que não beneficia a vida do próximo ou mesmo de toda a sociedade ? Quantos dias passaram "em branco" em nossas vidas sem que sequer percebêssemos ?

Que nós possamos ter o mesmo raciocínio que Moshe deixou registrado no Sefer Tehilim (livro dos Salmos) 90.12:

"Ensina-nos a contar nossos dias, para que venhamos  a ter um coração sábio !"


A companheira ideal
O segundo ponto a considerarmos nesta sedrá, é o critério utilizado por Avraham na escolha da noiva para seu filho Yits'chak:

"...não tomes, para meu filho, mulher das filhas do Cananeu, entre o qual eu moro. Entretanto, à minha parentela irás, e tomarás mulher para meu filho, para Yits'chak." (Bereshit 24. 3 e 4)

Aqui está a razão de tantos casamentos darem errado. "incompatibilidade de valores, de princípios, de crenças".
Yits'chak foi educado e protegido sob os princípios da Torá do Eterno. Desde pequeno, sua mãe Sarah velava por sua vida e quando percebeu que ele poderia sofrer algum tipo de má influencia, logo intervia com rigor para que isto não viesse a ocorrer (Ver Bereshit 21.9). Avraham, por sua vez, não estava fazendo nada além do que manter o cuidado de livrar seu precioso filho.
Por que tanto cuidado na escolha da Noiva para Yits'chak ? A resposta esta relacionada ao que Yits'chak representava...ou seja, o Filho da Promessa, aquele que iria perpetuar a aliança de YHWH e o matrimônio significa uma união onde duas pessoas se tornam uma só carne (Ver Bereshit 2.22 e 23). Logo, se Yits'chak casasse com uma cananita, estaria misturando a "semente" de Avraham com outra "semente" o que certamente causaria muitos problemas, pois os cananeus tinham costumes que são totalmente reprovados pela Torá. Só para se ter uma idéia S'dom e Amora (Sodoma e Gomorra) eram cidades cananeias. Canaã era filho de Ham (Cão) e neto de Noach (Noé) e sabemos o que Ham fez ao seu pai quando este estava privado dos sentidos. Portanto, não é a toa que Avraham fez seu servo jurar sob pena de maldição [pois no verso 41 o termo empregado é "mealati" que vem de Alá que também significa maldição, ou seja, se o juramento não fosse cumprido ele estaria amaldiçoado. Algo distinto de Shevuá (voto)] que não buscaria entre os cananeus, uma noiva para seu filho Yits'chak.

Mais adiante, a Torá revela com muita clareza os porques de não se contrair núpcias com pessoas que cultivam outras crenças:

"Quando o Senhor, teu Elohim, te tiver introduzido na terra que vais possuir, e tiver despojado em teu favor muitas nações, os heteus, os gergeseus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, sete nações maiores e mais poderosas do que tu; quando o Senhor, teu Elohim, as tiver entregado e tu as tiveres vencido, então as votarás ao interdito; não farás pacto algum com elas, nem as tratarás com misericórdia. Não contrairás com elas matrimônios: não darás tua filha a seus filhos, e não tomarás de suas filhas para teu filho,pois elas afastariam do Senhor o teu filho, que serviria a outros deuses; a cólera do Senhor se inflamaria contra ele e não tardaria a exterminar-vos." (D'varim 7.1 ao 4)

Que possamos ter o discernimento e a paciência para não fazermos alianças com quem nos desviará dos caminhos do Senhor, lembrando sempre dos conselhos dos emissários de Yeshua:

"Não vos deixeis enganar: Más companhias corrompem bons costumes." (Curintayah alef 15.33)

O critério do servo de Avraham
É interessante relatarmos qual foi o critério utilizado pelo servo de Avraham para escolher a noiva de Yits'chak. Ele não priorizou a beleza física, a aparência da moça, mas as virtudes das quais podemos destacar a bondade, a caridade e a hospitalidade.
Compare isso com o que disse Sh'lomo ha melech (Salomão o rei) em Mishlei 31.30:

"Enganosa é a graça, e vã é a formosura; mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada."

A Postura de Yits'chak ante ao casamento
Outra coisa que nos salta aos olhos, é o fato de Yits'chak estar meditando no campo momentos antes de conhecer sua esposa, princípio que muitos de nós têm abandonado, não buscando momentos de meditação e reflexão antes de tomarem decisões que podem afetar nossas vidas para sempre ! O jovem Patriarca estava começando uma nova etapa de sua da melhor maneira, elevando seus pensamentos ao Criador. Compare isso com o que disse Sha'ul ha sh'liach:

"Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de YHWH pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de YHWH, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Yeshua HaMashiach." (Filip. 4.6 e 7)


Um sutil paralelo com o Retorno de Efraim e uma curiosidade
Neste lindo episódio, encontramos alguns elementos que nos remetem ao processo de restauração das duas Casas de Israel (Yehudah e Efraim).
Nós sabemos que Israel é a noiva do Mashiach (ler o artigo Israel a verdadeira noiva do Messias). Porém, atualmente ela encontra-se dispersa entre as nações, as dez tribos do norte (Efraim) se misturou com as nações (ver Oshea 7.8) estas 10 tribos são conhecidas historicamente como as "ovelhas perdidas da casa de Israel" as quais o próprio Elohim viria para resgatá-las (ver Yechezkel 34.11 ao 16 c/c Matitiyahu 15.24).
Com isso em mente, leiamos Yirmeyahu 16.10 ao 17:

"Assim que tiveres levado ao povo essa mensagem e te perguntarem: Por que decretou o Senhor contra nós todos esses flagelos? Qual é o pecado, qual o crime que cometemos contra o Senhor, nosso Elohim?
Tu lhe dirás: é porque vossos pais me abandonaram - oráculo do Senhor -, para correr atrás de outros deuses, rendendo-lhes um culto e ante eles se prosternando, porque me abandonaram e deixaram de observar a minha lei; e porque vós mesmos fizestes pior que vossos pais, cada qual, sem me ouvir, obstinando-se em seguir as más tendências de seus corações.
Assim, expulsar-vos-ei desta terra para vos lançar numa terra que não conhecestes, nem vós nem vossos pais. Lá, dia e noite, rendereis culto aos deuses estranhos, porque eu não vos perdoarei.
Eis por que virão dias - oráculo do Senhor - em que não mais se dirá: Viva YHWH, que tirou do Egito os israelitas!
Mas sim: Viva YHWH, que fez com que regressassem os israelitas do norte e de todos os países pelos quais os havia dispersado! Fá-los-ei regressar à terra que dei a seus pais.
Vou mandar - oráculo do Senhor - pescadores em grande número para que pesquem. Depois enviarei numerosos caçadores para que cacem pelas montanhas e colinas e até nas cavidades dos rochedos.
Porquanto, sob o meu olhar tenho seus atos que não me são ocultos, e suas iniqüidades não se podem esquivar a meus olhares."

Vamos aos paralelos e curiosidades:
* Avraham envia seu servo para encontrar uma noiva para seu filho.
   Conforme profetizado por Yirmeyahu, Yeshua envia seus Talmidim (discípulos) para resgatar os israelitas

*Assim como o servo de Avraham levou 10 camelos consigo, 10 homens (tribos) pegarão no tsitsit (franjas do Talit) de um Judeu, Yeshua (ver Zac.8.23) Ele é Shiloh, aquele que quando viesse, atrairia os povos (ver Bereshit 49.11), pois Yeshua veio para buscar as ovelhas  perdidas da casa de Israel (Efraim)

*o valor numérico de "assarah gemalim" (dez camelos) é 698. o mesmo valor encontrado na frase "vehi zekartani"  (e faze-me lembrado), ou seja estaria a Torá dizendo que Yeshua estaria fazendo com que Efraim lembrasse de sua identidade ? Pois Efraim (10 tribos), ficaria tanto tempo distante que estranharia a própria Torá (Ver Os. 7.9 e 8.12).

Que nossa identidade seja restaurada e assumida, para que enfim, possamos estar preparados para nosso noivo.

Shabat Shalom a Todos e...até a próxima !!!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mensagem da Sedrá da semana

Shabat Shalom a todos !

Após um tempo ausente, retornamos às atividades no blog trazendo a todos os leitores uma reflexão sobre o estudo da Torá deste Shabat, que se encontra no sefer bereshit (Livro de Gênesis) perek (capítulo) 23...Boa leitura !

                                                          A MORTE DE SARAH

Por Yochanan ben Avraham

Introdução:
Antes de abordarmos o assunto desta semana, gostariamos de trazer a memória de nossos prezados leitores que, o real objetivo da Torá é trazer santidade ao povo de YHWH.
Através da observância de seus preceitos, podemos alcançar uma vida mais elevada pois ela está repleta de orientações de caráter ético e moral que podem, (se observados), tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
Não ignoramos o aspecto espiritual da Torá e suas derivações, no entanto, nós entendemos que Torá é prática e não elucubrações, suposições místicas do que pode ser ou não ser e etc. Pois foi o Próprio Criador que revelou em D'varim (Deuteronômio) 29.29 o seguinte:

"As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Elohim, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta Lei."

Corroborando com esse raciocínio, vejamos algumas declarações de um israelita do Caminho do primeiro século:

"Porque os que ouvem a Lei não são justos diante de YHWH, mas os que praticam a Lei hão de ser justificados." (Sha'ul ha Sh'liach)

E ainda:

"O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;
Aos quais YHWH quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é o Mashiach em vós, esperança da glória...
Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Mashiach;
Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade...
Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão. E não ligado à cabeça (Mashiach), da qual todo o corpo (Israel), provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de YHWH."
                                                                                                                                   (Sha'ul ha Sh'liach)
Diante destas coisas, finalmente vamos a mensagem desta semana:

Avraham estava em um momento muito sensível de sua jornada, pois ele estava se despedindo de sua companheira, Sarah encerrava sua jornada e como último ato de carinho àquela que o acompanhou por vales e montes, campos e desertos, Avraham procurava um lugar digno para sepultá-la...

1 - Um príncipe de Elohim.
A primeira lição que podemos exrair deste texto, encontra-se no passuk (versículo) 6:
Neste trecho, Avraham é chamado (ou reconhecido) como "Nassi Elohim"  (príncipe de Elohim). É interessante notarmos que, apesar deste reconhecimento popular, Avraham não mudou sua conduta, não teve seu ego inflado por causa de um "título de honra" que lhe atribuiram, manteve-se humilde, chegando a se curvar perante o povo da terra de Chet !! Compare isso com a mensagem da bessorah (boa nova) de Matitiyahu (Mateus) 20. 27 e 28:

"E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo;
Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos."

Chaverim (amigos), creio que a mensagem que a Torá está transmitindo aqui é clara:

"Não devemos, por conta de um título ou reconhecimento, julgarmo-nos superiores aos outros" e tirar proveito da situação para beneficiarmo-nos de alguma forma...Pensemos nisso!

2 - Efron x Avraham, um contraste de caráteres.
Outra lição a ser aprendida, encontra-se nos passukim (versículos) 10 ao 16, vejamos:
Tanto Efron quanto Avraham, têm como letra central o "Resh", cujo valor numérico é 200 e se somarmos ambas, chegaremos ao valor pago por nosso patriarca, ou seja, 400...Outro aspecto interessante nesta particularidade entre Efron e Avraham na Letra "Resh", é o fato desta ser a letra para a palavra "Rosh" (literalmente cabeça), termo utilizado para designar liderança. Mas o que isso quer dizer qual seria o "contraste" entre eles ? Bem chaverim...entendemos que ambos gozavam das mesmas possibilidades, mas o caráter de cada um se revelou quando o "lucro" ou a "perda" passaram a ser uma realidade, vejamos:
No capítulo 18 de Bereshit, vemos Avraham oferecendo aos "homens" água e pão (versos 4 e 5). No entanto, serviu-lhes um banquete ! (versos 6,7 e 8) Ou seja, superou as expectativas...Enquanto Efron, anunciou que daria a terra de graça (Bereshit 23.11) mas no final, "cobrou" 400 siclos de prata ! Você pode notar o contraste ?

Agora compare isto com a mensagem da bessorah (boa nova) de Matitiyahu (Mateus) 5.40 e 41:

"E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas."

 A lição aqui é :

"Supere as boas expectativas que as pessoas possam ter sobre você !" 

3 - Não deva nada a ninguém !
Poderiamos também sugerir, que Avraham não queria "dever" nada a ninguém...por isso fez questão de pagar a Efron a quantia mencionada por este. De fato, este princípio acompanhou os talmidim (discípulos) de Yeshua, vejamos:

"Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.
A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a Lei."
                                                    (Ruhomayah 13.7 e 8)

Numa sociedade capitalista, onde o consumismo é pregado de forma massiva, quem de nós nunca perdeu o sono por causa de dívidas ? Quantas vezes compramos sem dinheiro, aquilo que poderia esperar um pouco para obtermos e ficamos "enrrolados" ? Pois bem, se seguirmos este conselho, certamente teremos uma vida mais tranquila...
Infelizmente, muitas pessoas já perderam a "vergonha" e não se importam mais em estar "devendo" aos outros, não se importam mais se estão causando prejuizo ao próximo.

Que possamos ter esta consciência, e desenvolvermos domínio próprio (que é fruto da Ruach haKodesh)...

YHWH abençoe a todos...

SHABAT SHALOM !!!

domingo, 12 de junho de 2011

Impactos da Teshuvá

Por Yochanan ben Avraham

Shalom chaverim (amigos)!

 Desejo expor um pensamento que na verdade não deixa de ser uma espécie de preocupação com todos aqueles que adentraram o estreito caminho da Teshuvá.

É inegável as consequências que a Teshuvá exerceu (e exerce !) em nossas vidas trazendo mudanças nos nossos conceitos, estilos de vida e etc. O que também é flagrante na Teshuvá, é a conscientização de que há uma urgente necessidade de restauração da Fé verdadeira e/ou primitiva.

Esta necessidade gera uma espécie de repúdio a tudo aquilo que tínhamos como "verdade" mas, na realidade, não era!! E no afã de realizarmos uma "faxina doutrinária", corremos o risco de perdermos,
ou mesmo, "jogarmos fora" coisas preciosas para nossa edificação e fortalecimento como cidadãos do Reinos de YHWH e mesmo como Kehilah.

Por fazermos algumas "associações equivocadas" como por exemplo: oração espontânea, jejum, vigílias, vigilância na conduta, linguajar e posturas sadias sem "palavrões" e "obscenidades
corporais", como se fossem propriedades ou particularidades do cristianismo, mas são de quem quer servir ao Eterno!!  Compreendemos que pode haver uma reação psicológica por causa deste equívoco de
associação, mas isso não justifica o abandono destas práticas que, repito, não são propriedade do cristianismo, mas de quem quer servir a HaShem.

Não creio que eu esteja exagerando ao postar tal pensamento, pois sou testemunha de que alguns daqueles que estão retornando a Torá, saindo do cristianismo, perderam (ou abandonaram) a prática da oração, jejum e etc. E se afundaram em crises, das quais muitos, infelizmente, ainda não saíram.

 Alguns reduziram sua prática de oração a "leitura" das amidot (orações formatadas praticadas no judaísmo) mecanicamente. Não estou dizendo aqui que não devemos rezar as Amidot, mas que devemos oferecer mais do que cerimônias e rituais, não podemos esquecer o que o Eterno, Ha Kadosh Baruch Hu (O Sagrado Bendito Seja Ele), falou por meio de Yeshayahu (Isaías) 29.13:

"...seu temor para comigo, não passa de "ritualismo"
                                                       (obviamente estou parafraseando).

Enfim, quero concluir dizendo que a realidade do Caminho não é simples, pois somos questionados e mesmo odiados por judeus, cristão, ateus e etc. Portanto, não devemos desprezar os conselhos dos primeiros talmidim (discípulos), como o de Sha'ul HaShaliach (Sha'ul o emissário/ apóstolo Paulo) em Efessaiah (Efésios) 6. Pois somente com um revestimento espiritual poderemos resistir a todas estas "pressões" sem retrocedermos nas nossas convicções.

Que YHWH Tsevaot nos ajude...

Shavua tov !!!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O cristianismo e o "Paquequer".

Por Yochanan ben Avraham

Introdução

Para quem não sabe, "Paquequer" é o nome do principal rio de minha cidade, Teresópolis (RJ), cuja nascente fica localizada na Serra dos Orgãos. Assim como muitos outros rios brasileiros, a realidade atual do Paquequer não é nada agradável...pois a falta de consciência ecológica da população tem causado diversos danos a saúde do rio e, porque não dizer, de toda a natureza às suas margens.

Você pode estar se perguntando: "Mas qual a relação entre o Paquequer e o cristianismo ?" Infelizmente, a realidade atual do Paquequer, reflete a realidade do cristianismo e quando fazemos um exame histórico-doutrinário deste seguimento religioso de maneira análoga com o Rio Paquequer, fica uma evidente proposta de revisão de conceitos e práticas.

Acostumados a "sujeira".

Por mais que seja vergonhoso para mim, devo confessar que ao me deparar com as condições do rio Paquequer, não fico escandalizado e nem perco o sono com o quadro degradante de poluição apresentado pelo rio, a quantidade de lixo, o cheiro fétido que suas águas exalam, o numero de ratazanas em suas margens e a quantidade de tubos que lançam esgoto 'in natura' não me causam crises...Isto ocorre porque, infelizmente, desde que me entendo por "gente" vejo este rio assim, ou seja, cresci acostumado com a sujeira do Paquequer... Porém, quando comecei a ter acesso a fotografias do passado do Paquequer e a relatos de gerações anteriores a minha sobre como era este rio, não há como não se sensibilizar e lamentar tudo o que vemos.
No Passado, podia-se tomar banho, navegar e pescar sem nenhuma preocupação ! Hoje, é praticamente impossível encontrar alguém que tenha coragem de "molhar os pés" nele...

Da mesma forma, muitas pessoas hoje não se escandalizam e nem perdem o sono com o que se 'prega' e se faz nas igrejas, pois desde que nasceram, vivem num ambiente apóstata e herege, sem saber o quão longe da verdade bíblica estão.
Não se escandalizam com a substituição do Shabat (Sábado) pelo domingo, porque nunca lhes ensinaram que essa mudança ocorreu em 7 de março de 321 EC (era comum) por ordem de Constantino, contradizendo as Sagradas Escrituras, que afirmam que o Shabat é um sinal perpétuo entre o Eterno e seu povo (Israelitas e estrangeiros enxertados por meio do Messias Yeshua) como pode ser verificado em Shemot (Êxodo) 31.13-17 e Yeshayahu (Isaías) 56. 4-8. Não se preocupam com o fato de se estar celebrando o Natal, festa essa que é um inegável sincretismo com festividades pagãs e idolatras como a saturnália, o que demonstra um total desprezo as advertências bíblicas contidas em D'varim (Deuteronômio) 7. 1-6 e Galutyah (Gálatas) 4.8-10. Não perdem o sono por celebrarem o Pessach (Páscoa) em uma data diferente da ordenada por YHWH e ainda por cima acrescentarem elementos idolatras em algo tão sagrado, esquecem ou não sabem que YHWH determinou quando e como devemos celebrar esta Festa em Shemot (Êxodo) capítulo 12, no entanto, preferem seguir o que o concílio de Nicéia (325 EC) determinou em detrimento das escrituras uma nova data para esta celebração. Sem falar da implementação de elementos estranhos ao mandamento como ovos, chocolate, colombas e etc. simbolismos de culto a divindades incorporadas em algo que devia expressar santidade ao Único e verdadeiro Elohim, YHWH.
Acreditam em engodos sem suspeitarem de que estão sendo enganados, como por exemplo, crer e pregar um arrebatamento pré tribulacionista numa "vinda invisível" de Yeshua, doutrina que começou a ser difundida a partir de 1830 (EC), baseada em interpretações de textos isolados e "visões" de uma jovem de 15 anos que era esquizofrênica...
Nada disso assusta, porque os proponentes destes ensinos, nasceram, cresceram e morreram acreditando que as coisas sempre foram desta forma...mas não imaginam ou imaginavam que as coisas poderiam ser diferentes. Porém, se buscarem conhecer a origem das práticas cristãs, serão obrigados a rever muitas de suas práticas e crenças.

Sede, doenças e morte.

O corpo humano é composto por 70% de água e o ser humano pode ficar até quatro dias sem água ou até sete dias em tempo frio - dependendo, claro, das condições físicas de cada um. Com isso, podemos ter uma noção do quanto a água é importante para nós.
Não são raros os casos de pessoas que, numa situação extrema como estar parcialmente soterrado, ou em meio a escombros, perdidos num deserto ou náufrago em alto mar, terem bebido, para poder sobreviver, a própria urina ou próprio sangue...sede extrema nos leva a uma atitude extrema ! Por isso, não duvido que, se estivermos numa situação assim, não hesitaríamos em beber das águas do "Paquequer", mesmo estando imundas...no entanto, não morreríamos de sede, mas certamente contrairíamos alguma doença (como a cólera por exemplo) que nos mataria aos poucos e de maneira bem angustiante...

Comparemos o que foi dito acima com o que diz Amós 8.11:

"Eis que vêm dias, diz o Senhor YHWH, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras de YHWH.
E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra de YHWH, mas não a acharão.
Naquele dia as virgens formosas e os jovens desmaiarão de sede.".

As escrituras prevê uma fome e uma sede que levarão os homens a percorrerem grandes distâncias para saciarem suas necessidades, fome e sede de ouvir a Palavra do Senhor.
Por causa desta sede anunciada, muitos têm bebido de fontes que jorram águas turvas e a grande tragédia se configura no fato de que ao invés de morrerem  de sede, morrerão em decorrência das doenças causadas pelas "bactérias" existentes nestas "águas" onde a pior delas é a ANOMIA (negação da Torá)

Como escapar, onde encontrar água limpa ?

Mesmo hoje, em pleno Século XXI, onde a poluição é crescente mesmo com o esforço para conscientizar a população, é possível encontrarmos água potável no Paquequer. Se percorrermos o sentido contrário das correntezas do rio, inevitavelmente chegaremos na nascente deste rio, onde poderemos encontrar água limpa e saudável que refrigerará nosso corpo...
A mesma coisa acontecerá espiritualmente se decidirmos encontrar a nascente da Fé, ou seja, onde tudo começou.
Ao contrário do que muitos dizem, este tudo, não começou no Evangelho de Mateus mas muito, muito antes disso. E nestes dias onde celebramos Shavuot (Festa das Semanas, conhecida como Pentecostes), nada mais apropriado do que dizer que a fonte de água limpa e viva, começou a jorrar para nós no Monte Sinai quando o "Memra" (Verbo/Essência) de YHWH nos deu sua santa Lei /Torá.

Voltemos à pureza das escrituras, vamos nos esforçar contra a correnteza deste rio fétido e imundo para chegarmos a nascente da Vida.

Shavua Tov a todos !

domingo, 1 de maio de 2011

Definindo identidades

Por Yochanan ben Avraham com colaboração de Aryeh ben Ohr

INTRODUÇÃO
Nos últimos anos temos presenciado um fenômeno, que só pode ser compreendido após uma verificação detalhada das escrituras. Estamos nos referindo ao abandono de milhares de cristãos de suas práticas tradicionais evangélicas e católicas, para adotarem um estilo de vida de acordo com a Torá. Tais acontecimentos já haviam sido anunciados pelos profetas do Tanach (chamado de Velho Testamento), onde é anunciado o retorno dos dispersos de Israel, principalmente os descendentes das dez tribos do norte, também conhecidas como Efraim, Israel ou casa de Yosef.
Este retorno dos descendentes à Torá, faz parte da restauração, ou melhor, do reerguimento do tabernáculo de David conforme anunciado pelo profeta Amós (9.11) e confirmado pelos emissários de Yeshua em Atos (15.16). Isto está ocorrendo graças ao despertamento que o Eterno tem operado no meio cristão, principalmente entre os evangélicos, pois estes estão sendo conduzidos a examinarem as escrituras e considerarem o contexto em que foram escritas e, por isso, passaram a entender a mensagem pró-Torá que a Brit Chadashá (equivocadamente chamada de Novo Testamento) transmite.

SURGE UM PROBLEMA
Ao se deparar com as discrepâncias que as interpretações cristãs apresentam e com as diversas lacunas que suas incoerências doutrinárias causam, o indivíduo que começa a restaurar a Fé, se vê em uma "encruzilhada", e fica a se perguntar: "Afinal...o que sou e para onde devo ir ??"
Antes de qualquer coisa, é preciso entender que o fato de se perceber que a religião cristã é um desvio dos ensinamentos de Yeshua HaMashiach e seus emissários  (Ver Mateus 5.17-19). Não significa necessariamente que a pessoa tenha que ser judia ! Infelizmente, por não entenderem este detalhe, muitas pessoas acabam abraçando o judaísmo e adotando uma identidade judaica sem serem judeus e passam a viver, por mais contraditório que pareça, um judaísmo que nada tem a ver com a Torá... São pessoas que não souberam diferenciar Judaísmo, Talmud e Kaballah da Torá, não distinguindo o que é tradição e o que é Mitzvá (mandamento), alguns destes chegam a adotar um comportamento que beira a esquizofrenia...

RESTAURAÇÃO OU MUDANÇA DE RELIGIÃO ?
Quando a mensagem de restauração de israel chega aos ouvidos de um cristão e este percebe que a doutrina cristã é falsa (pois nega a Torá), o "ex-cristão", na sua busca por uma doutrina bíblica verdadeira, acaba achando que tem que ser judeu pois percebe que a primazia de Israel nunca foi tirada ou substituida, e como consequência estabelece o judaísmo como o padrão a ser seguido e inicia-se uma espécie de "judeulatria", ou seja, "tudo o que é judaico é bom e deve ser praticado..." Infelizmente isto é feito sem nenhum exame detalhado das origens de certas práticas e tradições mantidas por este judaísmo, pois se examinassem perceberiam quantos elementos estranhos a Torá, relacionados até mesmo com a idolatria e misticismo pagão foram sincretizados e assumidos como judaicos/israelitas como por exemplo a Kaballah (misticismo sumeriano e babilônio), acessórios como a kipá (solideu) e até mesmo a chalá trançada (pão servido no Shabat) as tranças da chalá é um sincretismo com uma antiga crença germânica que atribuia poderes de expulsar demônios nas tranças de uma determinada entidade cultuada por aquele povo.
O exemplo mais claro destes sincretismos são evidenciados nas mitzvot (mandamentos) da mezuzah e o do tefilin em seus modelos tradicionais. Pois a mezuzah era a exposição dos asseret ha dibrot (dez ditos) nos umbrais das portas de maneira que pudessem ser lidos. No entanto, o judaísmo coloca um estojo com outras palavras (que não são os asseret ha dibrot) dentro deste, ou seja, impossível de serem lidos. Esta forma de fixar o estojo, é herdado do costume babilônio de fixar amuletos nas portas para impedir a entrada de demônios nos lares...Além do mais, o Shema, a profissão de Fé dos Hebreus, também foi adulterada como podemos comprovar no Talmud:

" Eles (os sacerdotes) recitavam os asseret ha dibrot (dez ditos/mandamentos), o Shemá, as seções: 'e sucederá que se diligentemente ouvirdes' e 'E YHWH disse'. 'Verdadeiro e firme'. O avodá a benção sacerdotal.' Rab. Yehudah disse em nome de Sh'muel: Fora do Templo, também o povo desejava fazer o mesmo, mas foram impedidos em razão dos 'minim'. Semelhantemente, foi ensinado: R. Natan diz: Eles buscaram fazer o mesmo fora do Templo, mas isso foi abolido em razão das insinuações dos 'minim'. Rabá bar Hanah teve uma idéia de instituir isto em Sura, mas R. Hisda lhe disse: Isto  foi há muito abolido em razão das insinuações dos minim. Amemar teve a idéia de instituí-lo em Nahardea, mas R. Ashi lhe disse: Isto foi há muito abolido em razão das insinuações dos 'minim'
(b.berachot 12 a)

"Seria apropriado ler os asseret ha dibrot (dez ditos/mandamentos) diariamente; e por que não fazemos ? Por causa do zelo dos 'minim', para que não digam: somente esses foram dados a Moshe no Sinai" (j.berachot 3c)

*Minim é um termo talmúdico para grupos considerados hereges, também utilizado para se referir aos seguidores de Yeshua.

Não é razoavel trocar uma mentira por outra, esta troca de "ismos" (cristianismo por judaísmo) se deve a necessidade de uma identidade, por isso estas pessoas acabam indo de um extremo a outro sem medirem as consequencias e implicações desta troca. Não é raro o caso de pessoas entrarem em profundas crises de identidade que chegam a culminar em ateísmo por não saberem discernir onde começa e onde termina as diferenças, e como forma de acalmar a tempestade ideológica em suas mentes confusas, adotam uma em detrimento da outra, tentando eliminar tudo o que possa lhe associar ou lembrar o passado.

Os dois principais erros que podemos definir neste processo são:
1º- Acreditar que para ser salvo tem que ser judeu
2º- Acreditar que aceitar Yeshua o faz judeu

É importante dizer que muitos dos que estão cometendo algum ou todos os erros acima apontados, não fazem por mal, fazem por falta de conhecimento.

"SUICÍDIO ESPIRITUAL"
Devido a esta mudança de religião e, automaticamente, de referências para sua nova identificação, o "ex-cristão" que adota o judaísmo (pensando que esta adotando a Torá), percebe que, segundo as normas do judaísmo tradicional, não pode ser aceito na comunidade judaica, principalmente por crer em Yeshua como Messias ! E por causa desta rejeição, sua identidade fica indefinida pois ele não quer voltar para as mentiras do cristianismo e aquilo que o encantou não o aceitará, então, como ninguém consegue se desenvolver socialmente sem saber quem é, ele acaba vendendo a "primogenitura" (prerrogativa de Efraim, ver Yirmeyahu/Jeremias 31.9) para ser aceito em Yehudah, ou seja, nega Yeshua como Mashiach, e ao negar Yeshua perdem a salvação.
Negar Yeshua como Messias é o comportamento mais comum de quem está passando por esta crise, são pessoas que não entenderam os propósitos de HaShem  quanto a dispersão e restauração do Reino de Israel, estes indivíduos não conseguem enxergar que os preceitos da Torá já eram observados muito antes de Israel existir !! Portanto, ninguém precisa se tornar Judeu para seguír estes preceitos, só para citar alguns exemplos temos Chanoch (Enoque) Noach (Noé) e Avraham (Abraão), homens que andaram com YHWH, e para andar com YHWH precisa-se estar em acordo com ELE (Amós 3.3), trilhar seus caminhos... e seus caminhos são revelados em Devarim (Deuteronômio) 30.16.

HEBREU, ISRAELITA, JUDEU OU ISRAELENSE ?
Hebreu:
Para simplificar as coisas, de modo que todos possam entender, o homem é feito de "algo físico" e "algo espiritual" que chamamos alma. O primeiro homem que o Eterno escolheu para fazer seu povo Israel não era israelita (pois israelitas ainda não existiam) e nem Yehudi (judeu) pois obviamente também não existiam, este homem chamava se Avram (Abrão) que posteriormente passou a ser chamar Avraham (Abraão). Este homem foi o primeiro a ser chamado de "Ha Ivri" (O Hebreu); a palavra "Ivri" significa: "que atravessa", "que cruza". Ou seja, enquanto o mundo estava de um lado, Avraham estava do outro, pois ele atravessou o Rio Eufrates deixando sua cultura, terra e parentes para ir após a ordem de YHWH. Podemos também ver Yonah ha navi (Jonas o profeta) se identificando desta forma: "Anochi Ivri" (Sou Hebreu) e temo a Adonay, O Elohim do céu, que fez o mar e a terra seca" (Yonah 1.9).
O Criador tinha posto uma "alma especial" em Avraham, a "alma hebraica", Avraham teve dois filhos, Ishmael e Yits'chak, mas só Yits'chak foi chamado Ivri (Hebreu), ou seja, somente em Yits'chak foi "depositada" a alma hebraica. Os descendentes de Avraham por parte de Yits'chak e Ya'akov (que passaria a se chamar Israel) foram chamados de Ivriim (Hebreus), cada um deles tinha uma alma hebraica. Em outras palavras, o termo Ivri é usado por todos os descendentes de Avraham "segundo a promessa", aqueles que abandonaram suas culturas, terras e parentelas para seguirem as instruções de YHWH.

Israelita:
Todos os descendentes físicos de Israel deveriam ser hebreus, mas infelizmente, não é assim que acontece, pois muitos destes deveriam estar "do outro lado do mundo", mas estão vivendo segundo o curso deste mundo. O termo hebreu não pode ser aplicado a um descendente de Israel que não vive de acordo com a Torá. As obras destes que "não atravessam o mundo" revelam que não possuem a "alma hebraica" foi o que Sha'ul ha sh'liach quis dizer em sua carta aos que estavam em Roma:

"Não que a palavra de YHWH haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas;
Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.
Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de YHWH, mas os filhos da promessa são contados como descendência.
Porque a palavra da promessa é esta: Por este tempo virei, e Sara terá um filho.
E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai;
Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de YHWH, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama),
Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor.
Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú." Ruhomayah (Romanos) 9.6-13 

Judeu:
Para definir o termo judeu, ao contrário dos demais apresentados anteriormente, é preciso recorrermos a alguns acontecimentos da história de Israel para entendermos o que significa atualmente e o que significou no passado, pois "judeu" teve o seu sentido mudado com o passar do tempo.
No passado, o conceito de judeu relacionado com a religião não existia. este termo ganhou maior relevância por volta do ano 950 AEC (antes da era comum) a partir da divisão do Reino de Israel, quando este se dividiu em Reino do Sul e Reino do Norte.
O sul de Israel foi governado pelo filho de Sh'lomo (Salomão), Rechavam (Roboão) e passou a ser conhecido como Yehudah. Este Reino compreendia geograficamente as tribos de Biniamin (Benjamin) e yehudah (Judá) e era habitado  por pessoas de Efraim, Menashé, Shimon e Levi. conforme pode ser verificado em Melachim alef (1º Reis) 11.29-43;12.21-23; Divrei ha Yamim beit (2º crônicas) 10. 11,1,10,12; 14.8) dentre outras passagens.
Portanto a primeira vez que aparece na escritura o termo yehudim (judeus) é em melachim beit (2º Reis) 16.15-17, porém não havia nenhuma conotação religiosa ou tribal, mas regional, pois "judeu" era aquele que residia em Yehudah malchut (Reino de Yehudah). Isto pode ser entendido melhor quando lemos Ma'assei ha Sh'lichim (atos dos emissários) 22.3 quando Sha'ul ha Sh'liach se descreve como Yehudi (judeu) mesmo sendo um biniamita (benjamita) conforme vemos em Filip. 3.5. Ou seja, ele era judeu não por pertencer a religião agora conhecida como judaísmo, mas por ser descendente do Reino de Yehudah.

O povo de Yehudah.
Após a divisão de Israel, os dois reinos seguiram seus caminhos. Enquanto Efraim (Reino do Norte/Israel), devido sua apostasia, foi levado cativo pelos assírios por volta do ano 720 AEC e de onde muito poucos regressaram  ao seu país de origem. Yehudah, apesar de também ter sido exilado na Babilônia (597 AEC), se manteve, de certa forma, estável. É possível, inclusive, constatar que homens de Yehudah mantiveram-se fiéis a Torá como vemos em Daniel 3.8-27 e 6.2-23.
Yehudah pode retornar a sua terra como pode ser verificado nos livros de Nehemiah e Ezra, enquanto os descendentes das dez tribos (Efraim) foram assimilados pelas nações (Oshea/Oséias 7.8).
Como o número de efraimitas que retornaram do cativeiro assírio era pequeno, estes acabaram sendo absorvidos pelo Reino do Sul (Yehudah), isto pode ser comprovado na Brit Chadashá  nas bessorot (boas novas) de Lucas 2.36, ou seja, uma descendente de uma das dez tribos do Norte (Aser), vivendo em Yehudah.
É importante informar que após os dois exílios, assírio e babilônio respectivamente Efraim e Yehudah, os dois reinos nã existiam mais, porém, devido o regresso dos descendentes do reino de Yehudah e a predominância destes sobre os demais, o termo Yehudim permaneceu. O próprio território passou ser conhecido como "Judéia". No entanto, havia uma diferença entre os yehudim (judeus) residentes em Galil (Galiléia) chamados de galilim (galileus) e aqueles que habitavam as demais regiões da Judéia, chamados simplesmente de yehudim (judeus).
Ao entendermos isto, não seremos confundidos com o fato de Yeshua ser chamado de galileu, pois apesar de ter nascido em Beit Lechem (Belém) ele cresceu em Natzarat (Nazaré) na Galiléia.
Tendo por base o que foi dito até aqui, onde o judeu primitivo é definido como alguém que descendia ou residia no Reino de Yehudah (Judá), e não com um seguidor de uma religião, seria um erro grosseiro pensar que a placa fixada no madeiro onde Yeshua foi morto, cuja inscrição dizia: " Yeshua de Natzarat Rei dos Yehudim", estivesse se referindo a um "Rei da Religião"! Pois o título esta va proposto para o Rei de um povo...

Os judeus atuais e o judaísmo:
Se no passado o termo judeu era aplicado a alguém que residia ou descendia do reino de Judá, atualmente as coisas não são assim.
É preciso entender que, assim como o helenismo  indica um " modus vivendis" helênico (grego), judaísmo indica o "modus vivendis" judeu. Este "modus vivendis" judaico, que nada mais era do que aspectos culturais do povo judeu, começaram a ganhar contornos religiosos por volta dos anos 400 EC (era comum), pois uma das facções de Israel lançou o Talmud Yerushalmi (Yerushalaim), esta obra que era uma compilação dos mestres tradicionais do Século I ao Século V da Era Comum, "transformaram" aquilo que era uma tradição em dogmar e normas a serem cumpridas.
É verdade que desde o Século I estava havendo um sentimento religioso crescente, mas nada comparado ao que viria ser no Século V. E como sabemos, existiram em Yerushalayim os ts'dukim (saduceus), p'rushim (farizeus) e assaim (essênios) e uma série de movimentos e grupos com idéias e conceitos diferentes uns dos outros acerca da Torá, quanto a sua aplicação. E por causa deste conceito religioso gerado por algumas destas facções, qualquer um agora poderia ser judeu se convertendo ao judaísmo.
Ser judeu atualmente é pertencer a uma religião, se você quer ser judeu não pode crer em Yeshua e nem estar numa congregação messiânica, mas sim numa sinagoga judaica tradicional onde a religião judaica é praticada e, como sabemos, se alguém crêr em Yeshua como Messias, cedo ou tarde terá que negá-lo.

Israelense.
Este é o termo mais simples de ser definido, pois israelense é o cidadão que faz parte do moderno Estado de Israel, seja ele Muçulmano, cristão, ateu e etc.

CONCLUSÃO
É fundamental sabermos que, (por mais incrível que pareça), existe uma diferença entre seguir o judaísmo (religião inventada pelos descendentes do reino de Judá) e seguir a Torá. A diferença consiste em que o judaismos é baseado em conceitos de homens como Yeshayahu ha navi (Isaías o profeta) resume muito bem no capítulo 29.13 e 14:

"Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;
Portanto eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa no meio deste povo, uma obra maravilhosa e um assombro; porque a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá."

Não é em vão que o Eterno torna a advertir o povo contra esta fraude como podemas constatar em Yechezkel ha navi (Ezequiel o profeta) capítulo 20. 18 e 19:

"Mas disse eu a seus filhos no deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos, nem vos contamineis com os seus ídolos.
Eu sou o YHWH vosso Elohim ; andai nos meus estatutos, e guardai os meus juízos, e executai-os."

Prezado leitor, é necessário que retornemos à Torá, Israel não é uma religião, mas o povo escolhido pelo Eterno Elohim para ser testemunha de suas maravilhas.

domingo, 10 de abril de 2011

Israel, a verdadeira noiva do Mashiach

Por Yochanan ben Avraham com colaboração de Hadassa bat Israel.

Certamente, o título deste artigo confrontará muitas pessoas devido ao conceito que muitos religiosos possuem acerca deste assunto. Contudo, pretendemos apresentar argumentos bíblicos e históricos que comprovam a veracidade da afirmação.

Por causa de um conceito equivocado sobre quem é a noiva do Mashiach (palavra hebraica para “ungido”, mas traduzida por muitos como Messias) muitos são impedidos de conhecerem e, consequentemente, viverem a verdade bíblica. Esperamos que, de alguma forma, possamos despertar alguns para que possam adentrar o Caminho que o Eterno estabeleceu desde os primórdios.

Uma união anunciada desde o princípio.

Façamos uma breve leitura no livro de Bereshit (Gênesis) 2.19 – 23:

... Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.
 Então YHWH Elohim fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que YHWH Elohim lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.
 “Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.”

Notem a expressão de Adám ao se deparar com aquela que seria sua companheira, que diz: “osso de meus ossos e carne de minha carne !” Esta expressão não é única em todo relato bíblico, que marca o início de um relacionamento, mas antes de mostrar-lhes a outra ocasião em que esta expressão é feita, vamos considerar algumas coisas:

Paralelos entre o Mashiach e Adám.

Sha’ul, escrevendo aos coríntios, utiliza um argumento muito interessante em sua primeira epístola leiamos Curintayah alef (I coríntios) 15.45 – 49:

“Assim está também escrito: O primeiro homem, Adám, foi feito alma vivente; o último Adám em espírito vivificante.
Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.
O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.”

Neste texto, é inegável o paralelo que Sha’ul ha sh’liach (Sha’ul o emissário) faz para explicar a diferença entre Adám e Yeshua. Ou seja, o primeiro Adám dependia de Elohim para ter vida, mas o “último Adám” (Yeshua), concedia a vida.


O Mashiach, seus ossos e sua carne.

Entendendo que, de certa forma, Adám pré-figurava ao Mashiach, e que Adám necessitava de uma auxiliadora, vamos analisar a segunda vez em que a expressão “osso de meus ossos e carne de minha carne” é utilizada para marcar o início de um relacionamento. Leiamos Sh’muel beit (II Samuel) 5.1 – 5:

“Então todas as tribos de Israel vieram a David, em Hebrom, e falaram, dizendo: Eis-nos aqui, somos teus ossos e tua carne.
E também outrora, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o SENHOR te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás príncipe sobre Israel.
Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, em Hebrom; e o rei David fez com eles acordo em Hebrom, perante o SENHOR; e ungiram a David rei sobre Israel.
Da idade de trinta anos era David quando começou a reinar; quarenta anos reinou.
“Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá.”

É interessante analisarmos a situação acima descrita, pois ela relata a coroação de David como Rei sobre todo Israel (Doze tribos reunidas), pois pela primeira vez Israel possuía um Reino de consenso popular, já que o Rei que antecedeu a David, (Saul), não conseguiu isto (I SM 10.22-27).
Lembrando que a palavra hebraica para ungido é Mashiach, vamos agora analisar o seguinte:
Israel (todas as doze tribos) declara a seu Mashiach (ungido): “Somos teus ossos e tua carne !” no início do reinado de David e não é novidade para ninguém que “David ha Melech” (O Rei David), é uma figura do Mashiach que viria. Sendo assim, da mesma forma que Chavá (Eva) foi o osso e a carne de Adám, Israel (doze tribos) se declarou o osso e a carne do Mashiach. Portanto, a auxiliadora idônea do Ungido !!

Linhagem da mulher x Linhagem da serpente.

Também no livro de Bereshit 3.15, temos mais um detalhe que reforça o fato de que Israel é a noiva, (esposa, auxiliadora ou seja qual for o título que queiram dar) do Mashiach, vejamos:

“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

A palavra calcanhar em hebraico é “Akev”, mesma raiz da palavra “Akov’. Agora, compare isso ao nome daquele cujos filhos seriam os patriarcas das doze tribos de Israel...Isso mesmo, Ya’akov, qua passou a se chamar Israel !

O que a Torá está dizendo para nós, é que na luta entre satan e o Mashiach, a descendência de Israel seria ferida e, de fato, quantas feridas Israel sofreu ao longo de sua sofrida caminhada. Quantas expulsões, quantas perseguições, além do holocausto da segunda guerra, nosso povo sofreu !! Portanto, a mulher relatada em Bereshit (Gênesis) não seria literalmente Chavá (Eva) ou Miryam (Maria), mas pura e simplesmente uma alegoria para Israel...

Como Israel seria a auxiliadora do Mashiach?

Ao longo do relato bíblico, nós vemos o Eterno “buscando parceiros” para realização de sua obra. Vemos Noach (Noé), Avraham (Abraão) e depois todo o Israel. A Torá nos relata o dia em que Israel se “casa” com o Eterno no livro de Shemot (Êxodo) 24. Neste dia Israel, a noiva, se comprometeu em cumprir tudo o que o contrato nupcial (Torá) de terminava ao dizer:

“... Todas as palavras, que o SENHOR tem falado, faremos.”

É óbvio que estamos relatando o casamento entre o Eterno e Israel de maneira bem reduzida...mas tudo isso pode ser verificado ao longo das escrituras.
Para melhor entender esta situação, devemos saber que o Noivo é o Eterno, a noiva é Israel e o contrato do casamento (Ketubá) é a Torá ! Com isso em mente, podemos entender o que Sha’ul ha sh’liach estava querendo dizer em Ruhomayah (Romanos) 7, pois de forma análoga ele estava dizendo que estávamos casados com o pecado, e só estariamos livres deles se o marido (o pecado) morrese, com a morte deste “marido” estávamos livres para pertencer a outro (O Mashiach), vale lembrar que Sha’ul afirma no passuk (versículo) 7 que a Lei não é pecado !! Mas que ela revela o que é pecado...
Infelizmente, por causa de um conceito deturpado, alguns afirmam que  morremos para a Lei, ou que a Lei morreu para nós, quando nem mesmo Yeshua HaMashiach  sugeriu algo assim, muito pelo contrário! Ele Afirmou que enquanto houver céus e Terra a Lei permanecerá...(Mat. 5. 18)
Quando Yeshua afirma que seus talmidim (discípulos) são sal da Terra e Luz do Mundo (Mat. 5.13 e 14), Ele não estava criando um novo conceito, mas estava trazendo a memória deles (todos israelitas) que Israel deveria “auxiliar” ao Eterno na tarefa de anunciar sua Torá ao mundo, pois Israel é a testemunha de HaShem ( Yeshayahu / Isaías 43.10) colocado com luz para as nações (Yeshayahu 49.6), e no entanto israel estava pegando a Vela (Luz/Torá) e colocando debaixo da mesa...(Mat. 5.15 e 16).
Ser cooperador do Reino é anunciar e viver a Torá de Elohim a todas e em todas as nações.

E a “igreja”, o que é ?

Antes de qualquer coisa precisamos definir o termo “igreja”.
 A palavra “Igreja” vem do grego “ekklesia” que por sua vez, é tradução do hebraico “Kehilah” palavra esta que significa assembleia, congregação. Ou seja, toda vez que encontrarmos a palavra ekklesia, devemos saber que está se falando da kehilah, a qual não é outra senão Israel !
Não existe nenhum organismo, instituição ou associação chamado “Igreja” separado de Israel, algo assim, a luz das escrituras não existe, portanto, uma “igreja” que vive separada de Israel ou mesmo algo que tenha substituido a Israel não passa de uma entidade fictícia !

 Ao ler este artigo, alguém poderá pensar: Se não sou israelita, o que faço então? Há salvação para mim ?
È preciso lembrar que todos aqueles que reconheceram Yeshua como Mashiach e guardam o seu testemunho assim como os mandamentos de YHWH, são enxertados na Oliveira (Israel) conforme explicado em Ruhomayah (Romanos) 11 e trazido para perto da comunidade de Israel como diz Efessayah (Efésios) 2. 11 – 20 .
 Infelizmente, muitos chegam a dizer que quando um israelita se “converte” ele deixa de ser israelita para fazer parte da igreja...Isto é o contrário do que a Bíblia diz !!! E aquele que se opõe as escrituras (Palavra de YHWH) contradizendo-as é o adversário (satan).

Concluindo...

Para concluir este raciocínio, leiamos Guilyana (Apocalipse) 21. 9 - 12

“E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.
E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de YHWH descia do céu.
E tinha a glória de Elohim; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.
E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.

As perguntas que faço aos prezados leitores são:

1ª-Quem a Bíblia está chamando de Esposa do Cordeiro (Yeshua) ?
2ª- Quais os nomes que estão sobre as portas da cidade santa ?
3ª- Onde está a porta dos chamados gentios ?

O livro de Guilyana (Apocalipse), em suas últimas palavras, diz que:

 Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

Ou seja, as portas da cidade santa terá o nome das tribos de Israel, e aqueles que forem enxertados em Israel poderão entrar se guardarem os mandamentos (Torá) de YHWH.

Queridos leitores, se fomos enxertados em Israel, devemos andar como um israelita e não como um “mundano” foi isso que Sha’ul concluiu no início do perek (capítulo) 12 de Ruhomayah (Romanos), conforme transcrevo a seguir:

“Exorto-vos, portanto, irmãos, pela misericórdia de YHWH, a que ofereçais vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Elohim: este é o vosso culto espiritual. E não vos conformeis com este mundo mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual a vontade de YHWH, o que é bom, agradável e perfeito.