sábado, 17 de agosto de 2013

Fascínio envolvente ou perigo iminente?

Por Yochanan ben Avraham

Nada pode ser mais fascinante e assustador do que a mente humana. A capacidade que temos de criar ou destruir, orientar ou confundir, muitas vezes nos surpreende. Somos capazes, inclusive, de mudar até mesmo a imagem do Criador! Pense um pouco, se somos capazes disso, o que mais não poderemos fazer? Isto é alarmante... A questão é: com o que estamos comprometidos, com a ética, a justiça, o amor ou com o próprio ego? Pois isso fará toda a diferença no uso da mente, é a partir deste ponto que as coisas começam a se definir, é aqui que começamos saber se juntamos ou espalhamos, criamos ou destruímos, esclarecemos ou confundimos.

Ficamos admirando os avanços tecnológicos, nos maravilhamos com o que nossos aparelhos podem fazer sem nos darmos conta que por trás de toda essa parafernália, no nascedouro de todas estas coisas houve uma mente imaginando, criando meios para transportar algo que era abstrato, em realidade concreta.
Infelizmente, menosprezamos nossas faculdades subestimando as capacidades que nos foram concedidas pelo Criador e... Pior! Como disse no início, usamos isso para perverter tanto o sentido de Sua existência quanto o Seu caráter, pois é possível encontrar dissertações que acusam O Autor da vida de assassino, O Juiz de toda terra de sádico e injusto, usando, (por incrível que pareça) a própria bíblia... É lógico que os que assim fazem, utilizam artifícios engenhosos, constroem verdadeiros mosaicos de citações bíblicas fora de seus contextos, para criarem a imagem que desejam para provarem o que quiserem! Logo, repito: Se fazem isso com O Criador, com quem não poderão fazer? Não podem transformar um assassino num herói, um justo em um injusto ou vice versa?

Sim é o comprometimento com as causas citadas (ética, justiça, amor ou ego) que determinará o que faremos com as informações que temos a respeito de tudo, Religião, Política, Pessoas e etc.

Neste cenário, é preocupante a situação de algumas pessoas que, por força de uma condição (momentânea ou permanente), são como presas a mercê de verdadeiros “predadores intelectuais” preocupados apenas em satisfazer o próprio ego, saciando seu apetite por poder, vidas que se tornam com freqüência, vítimas de criaturas viciadas na arte da manipulação.
As perspectivas não parecem boas... Um rebanho indefeso, conformado a uma “vida de gado” esperando o abate, cuja trajetória se resume em ir de um “curral” para outro. E pra piorar, os que dizem usar a mente... mentem. Os que dizem querer libertar... Aprisionam. Por isso eu digo:

“Se for pra eu chegar a algum lugar, que seja com minhas próprias pernas; se for pra ver alguma coisa, que seja com meus próprios olhos; se for para ouvir algo, que seja com meus ouvidos... Assim, não serei presa de ninguém.”

Porém, há muitos séculos atrás, um homem fez uma súplica ao Criador:

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Tehilim/Salmos 90.12)

Tempos depois, outro homem escreveu assim:

Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria.
Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e maligna.
Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.
Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.
(Ya’akov/Tiago 3.13-17)

Desta forma, surge no horizonte uma alternativa, pois um parâmetro se apresenta e nossa alma cansada pode desfrutar, ainda que por um breve momento, de um Oasis para nos refazermos e prosseguirmos em nossa jornada nesta terra tão árida...


Shavua tov!!!

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